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terça-feira, 19 de abril de 2011

Contrários que não entendo

Há vários assuntos que prefiro nem comentar, seja porquê não gosto, seja porquê não se encaixa bem com o foco do blog. Mas a coisas que acontecem nesse país que clamam a terra e o céu. Uma delas é a injustiça na discrepância dos julgamentos.

Por que comento isto? Porque vi uma reportagem sobre um médico que abusou sexualmente de 30 pacientes, foi condenado há muitos anos, conseguiu através de ótimos advogados responder em liberdade, e como tem dinheiro está já a quatro meses foragido e possivelmente fora do país. Como a lei pode permitir que uma pessoa dessa saia da cadeia e um pobre que roubou uma “galinha” (ou outra coisa sem muito significado) fique 2 ou 3 anos na prisão?

A lei está ultrapassada e favorece aos marginais deixando a população desprotegida. E se a pessoa tem dinheiro fica ainda mais fácil burlar essa antiga lei criminal. Estupradores, assassinos, grandes traficantes... devem ficar presos e não saírem para nada, principalmente aqueles com distúrbios mentais que são a maioria.

Outra coisa é a multa de mil reais que será imposto em Belo Horizonte pelo uso de sacolas plásticas nos comércios. É importante, mas com certeza há coisas muito mais importantes com que se preocupar. Principalmente quando as sacolas biodegradáveis irão custar R$ 0,19. E quem vai pagar por esse absurdo de preço? Aquele que sempre “paga o pato”: o povo. Creio que sendo menos resistentes ocasionarão um maior uso. Por outro lado, sendo biodegradáveis muitas pessoas jogarão nas ruas sem nenhum peso na consciência: “Vão se degradar mesmo”. Consequência: ruas mais sujas e novamente bueiros entupidos. Mesmo dentro deste campo vejo que a educação do povo quanto a limpeza da própria cidade, reciclagem e a coleta seletiva do lixo são mais importantes. Esse assunto das sacolas é mais um meio de ganhar dinheiro a custa do povo.
        
São contrários que não entendo!

sábado, 26 de março de 2011

Venha a nós o Vosso Reino!

Estamos num momento de espera onde não podemos esperar por certas coisas em nossas vidas. Quaresma é sinônimo de reflexão pessoal, sacrifício, prática da caridade, perdão, arrependimento, mas uma palavra resume tudo isso: conversão. Os dias estão passando. Estamos esperando ou já tomamos as atitudes para que aconteça essa conversão?
Já escolhi uma pequena penitência diária? E se já escolhi estou cumprindo? Venho refletindo sobre o meu atuar diante de Deus, dos demais e de mim mesmo? Tomei consciência do que devo mudar em mim para ser melhor? Como vai a vida de oração? Perdoei aqueles que me maltrataram? Procurei o sacramento da confissão? Por fim, estou querendo, realmente, converter o meu coração?
O Rei está chegando, e com ele todo o reinado. Não é fantasia ou passe de mágica. O Rei é real. E precisa ser mais real do que nunca em nós. O mundo transfigura a fantasia de realidade dando importância ao não importante. Foge do rei enquanto pedimos que Ele venha, e venha com o seu Reino. Façamos que Ele seja real para o mundo mostrando a real conversão que Ele realiza em nós!

sexta-feira, 18 de março de 2011

“Siempre hay uma razón para vivir” (Sempre há uma razão para viver)

Estava procurando notícias sobre a Igreja em diversas partes do mundo e me deparei com este vídeo da Conferência Episcopal Espanhola que nos faz pensar sobre a vida enquanto muitas pessoas pensam em como matar idosos, pessoas em coma e até deficientes físicos.

Fiquei impressionado com a qualidade do vídeo e sonhei com a CNBB fazendo a mesma coisa: um vídeo de boa qualidade sobre um tema importante. Tomara que esse sonho não seja muito distante! Creio que seja uma crítica construtiva. Os bons exemplos evangelizadores nos incentivam a sermos mais criativos neste campo primordial para a Igreja e para cada católico.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Terra na quaresma?

Quase todo ano a mesma coisa! Água, Amazônia, excluídos... Tudo com uma idealização, ou um ar, da Teologia da libertação que ainda tende a se mostrar em certas regiões com sua aparência de caminho saudável. Os católicos já não suportam mais párocos da Teologia da Libertação. Eles querem a Deus e não a falta de respeito que tais párocos mostram para com Deus e suas coisas. Não falo isso da boca pra fora. Conheço pessoas que estão vivendo está situação.

Porque não voltar na origem da Campanha da Fraternidade e ressuscitar certas campanhas um pouco mais quaresmais, como: Igreja em renovação (1964); Paróquia de renovação (1965); Reconciliação (1971); Serviço e vocação (1972)?

Muitos podem dizer: “Mas é importante a natureza”; “Precisamos de água”... Mas quando vamos realizar o sonho de muitos católicos que desejam ver campanhas que incentivem a confissão; a vida de graça; a vida paroquial; os sacramentos? Muitos cuidam da natureza, da água no planeta, da amazônia. Precisamos que a igreja do brasil cuide da alma dos cristãos como seu papel primordial e mais sublime.

Quaresma é tempo de interiorização, reconciliação, conversão, jejum, ajuda ao próximo, sacramentos, renovação de vida. Uma campanha sobre a terra irá me ajudar a viver uma verdadeira quaresma, ou ficarei pensando em plantar árvores, cuidar da camada de ozônio, não jogar lixo nas ruas? Não que essas coisas sejam deixadas de lado, pois são importantes, mas será que a igreja do Brasil está interessada no que realmente é importante?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Antiga moeda da quaresma

Jejum, penitência e esmola. Um coração convertido para as coisas de Deus e para Deus. Ver Jesus Cristo em nossos irmãos. Viver o sacrifício com alegria. Se entristecer pelo pecado e escancarar um sorriso pela reconciliação com Deus e nossos irmãos através do sacramento. Perdoar e dar o perdão.

É chegado o “tempo favorável”. Está em nossas a oportunidade de uma nova vida em Deus. Os dois lados da moeda chamada quaresma: conversão ou preguiça. Qual escolherá? Só depende de cada um.

A dificuldade da conversão pode nos levar à preguiça. Deixar para depois; se acomodar com meus defeitos; não buscar alcançar qualidades; “gostar” dos meus pecados de estimação, etc.

Tal lei da física - uma coisa tende a permanecer no mesmo lugar se não é movida por outra que a tire do seu estado de repouso – pode ser aplicada a algumas pessoas. Permanecer como somos é fácil. Basta permanecer. Mudar causa desconforto, fadiga, suor, vergonha... Estar igual é cômodo: “tudo mundo já me conhece como sou!”.

Aqui estão 40 dias de mudanças e conversão. A força do querer ser melhor pode nos impulsionar, mas o amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos deve ser a grande força para mover a preguiça do estado de repouso. Escolha o lado conversão da moeda, pois se não há o querer não há o mover. Mover nosso coração para Deus.

Comece com o primeiro e essencial passo: querer.